5 dicas para montar a recepção do consultório

A grande maioria dos consultórios tem uma sala de espera, onde os pacientes são recepcionados e aguardam atendimento. A recepção em si, com um(a) profissional dedicado, varia de acordo com o tamanho da clínica e o volume de pessoas atendidas.
Para além de um ambiente “vazio”, em função da ausência do profissional de saúde, a sala de espera é o primeiro contato do paciente com o serviço. Isso significa que ela precisa agregar algumas qualidades mínimas, de modo a refletir a qualidade do serviço prestado e do profissional que realiza o atendimento.

1. Sua marca

Na hora de montar a sala de espera, é importante pensar no que os objetos dizem sobre a clínica. O ideal é contratar um profissional especializado, mas se não for o caso, é possível fazer a decoração seguindo algumas dicas básicas e mantendo sempre o interesse do paciente em mente.
O entretenimento disponível fica à escolha entre revistas (atualizadas!), música e/ou televisão. Um diferencial pode ser oferecer Wi-Fi, já que a maioria das pessoas tende a seguir conectada com o trabalho quando vai às consultas.
Não esqueça que não pode faltar água. De preferência, disponibilize-a ao alcance do paciente, para que não seja necessário pedir na recepção. Se quiser agradar, pode oferecer também café, chá e até biscoitinhos.

2. Cores

Arquitetos e decoradores de interiores observam que, para recepções de consultórios, normalmente a opção é por cores como branco, off-white e tons claros. A ideia é que a higiene do ambiente reflita a higiene da sala de atendimento.
Mas nem por isso deve-se pensar que tudo tem que ser “sem graça”. Ao passo que madeiras escuras não são recomendadas, porque propiciam sensação de calor e agitação, elas podem aparecer em detalhes do mobiliário ou em peças menores, como a mesa de centro.
A recomendação dos especialistas é evitar cores muito vivas (à parte para atendimento pediátrico e odontopediátrico). Mas as cores podem aparecer em peças decorativas como almofadas, esculturas, molduras, ou até mesmo em uma poltrona destacada.

3. Mobiliário

“Poltronas” talvez seja a primeira informação que vem à cabeça quando se pensa em sala de espera. De fato, a preocupação aqui deve ser com o conforto do paciente.
Por mais que, dependendo da especialidade, a espera nem seja assim tão longa, é importante que ela seja agradável. O desconforto nesse período pré-consulta pode acabar gerando uma sensação de aversão a quem fará o atendimento.
A segunda preocupação deve ser com qualidade. Como a rotatividade de pessoas em consultórios costuma ser alta, é preciso lembrar que a estrutura do móvel precisa ser resistente. Diferente da sala de casa, onde as pessoas se sentam por poucas horas ao dia, no consultório haverá ocupantes durante cerca de oito horas diárias. Por isso, qualidade importa para evitar o desgaste precoce dos itens.
É preciso, mais uma vez, lembrar-se da higienização. Também pela alta rotatividade, a limpeza deverá ser mais frequente. O ideal é escolher um revestimento que evite manchas e seja fácil de limpar. É possível, ainda, optar por tecnologias de impermeabilização, com o mesmo propósito.

4. Organização e decoração

Outra dica valiosa, especialmente para quem monta o consultório pela primeira vez, é lembrar que a decoração pode ser, além de bonita, útil. Mais uma vez, a aparência funcional da sala de espera refletirá a organização do(a) profissional de saúde.
Uma ideia para fazer a famosa união entre útil e agradável é apostar em organizadores, como os de revistas, os cestos de lixo e os porta guarda-chuvas. São peças que podem refletir o estilo e a especialidade do profissional sem ampliar demais o custo. Além disso, elas servem para manter os objetos em seus devidos lugares.
A lista de itens com esses propósitos ainda pode incluir a bandeja com água, café e copos, organizadores de acessórios na área infantil e até mesas de canto e centro.

5. Mobilidade

Assim como a funcionalidade pode estar nos objetos de decoração, a mobilidade deve estar em todos os espaços, grandes ou pequenos. É claro que, quanto menor a sala, mais bem organizada ela precisa ser.
Se o espaço é limitado, vale avaliar se uma mesa de canto é uma opção. Mesas de centro podem ser muito práticas para que todos os pacientes tenham acesso, mas também pode virar um “trambolho” no meio do caminho de quem transita para a(s) sala(s) de atendimento.
A escolha das poltronas ou de um sofá também pode ser influenciada pelo espaço disponível. Por mais que o conforto seja a prioridade – o que inclui lembrar que os pacientes têm diferentes estaturas e pesos -, às vezes é preciso escolher móveis um pouco menores para otimizar o espaço.
E um detalhe importante: acessibilidade. Clínicas, talvez mais do que outros espaços, devem, preferencialmente, ser organizadas de modo a possibilitar que cadeirantes e pacientes com locomoção reduzida possam circular livremente.

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