Quando levar a criança ao oftalmologista pela primeira vez

Você sabia que o olho é o órgão que mais se desenvolve nos 12 primeiros meses de vida de bebês? Por isso, a primeira consulta com o oftalmologista ocorre ainda na maternidade.
No caso de bebês prematuros (que nascem com menos de 1,5 kg) é necessário ter ainda mais cuidado. Os pequerruchos precisam ficar sob observação do(a) oftalmologista, inclusive, nos 90 dias após a alta do hospital, para verificar se não há alterações na retina.

O que é o Teste do Olhinho?

Muitas pessoas não sabem, mas um exame nos olhos do bebê é realizado assim que ele nasce. É o chamado teste do olhinho, que observa a cor da pupila – que deve ser preta – e os reflexos do bebê à luz.
Segundo a Sociedade Brasileira Oftalmologia Pediátrica (SBOP), o teste é tecnicamente simples e rápido, realizado com o oftalmoscópio – instrumento tradicional do oftalmologista, utilizado para observar os olhos. Além disso, é indolor, não invasivo e não necessita de dilatação das pupilas da(o) bebê.
“O teste pode detectar diversas alterações oculares que se manifestam pela opacidade de meio, incluindo catarata, retinoblastoma, hemorragias e inflamações intraoculares, além de descolamento de retina ou malformações da retina e nervo óptico como colobomas”, explica a SBOP em seu site.

Teste do reflexo vermelho

Ainda na maternidade, há outro teste que também pode ser realizado: o teste do reflexo vermelho. Nesse caso, é feita uma fotografia do fundo do olho de recém-nascidos(as), para avaliar o nervo óptico e a retina.
No entanto, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica só recomenda o uso da fotografia de fundo caso o teste do olhinho detecte alguma doença. As mencionadas são retinoblastoma, retinopatia da prematuridade e cicatrizes corioretianas.

Primeira visita ao oftalmologista

Após o primeiro contato, com o teste do olhinho, a consulta com o(a) oftalmologista precisa virar rotina, principalmente nos primeiros anos de vida. Quando a criança completa sete anos, o olho já é considerado “adulto”.
A SBOP indica que até os dois anos a consulta seja realizada de seis em seis meses. Após essa idade, uma vez por ano. Durante as visitas ao médico, serão realizados testes para avaliar a capacidade visual e condição física do olho.

Alterações oculares mais frequentes

O cuidado com os olhos é fundamental para o desenvolvimento da criança. Um problema pode prejudicar não só a visão como também o aprendizado e o convívio social das pequenas e dos pequenos.
Por isso, a avaliação periódica de um(a) especialista é essencial para detectar alguma alteração ocular. Com o diagnóstico precoce, é possível iniciar o tratamento e evitar prejuízos aos pequenos e às pequenas.
Conheça as alterações oculares mais frequentes em crianças.

Estrabismo

É quando um olho fica alinhado e o outro desviado, prejudicando a visão em terceira dimensão. Pessoas com estrabismo são estigmatizadas como “vesgas”.

Erros de refração

É quando há alteração no grau nos olhos; um pode ser normal e o outro, míope, por exemplo. Além da miopia, os erros de refração incluem a hipermetropia e o astigmatismo.

Ambliopia

Chamada também de olho preguiçoso, é quando os olhos são normais anatomicamente, mas um deles não se desenvolveu. Isso ocorre devido aos erros de refração e ao estrabismo, que dificultam a chegada da imagem nítida no cérebro.

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