Qual remédio contra dor de cabeça é melhor?

Se você tem problemas de dor de cabeça, provavelmente também tem à mão uma cartela ou um vidro de remédios para lidar com a situação. E não é só você: analgésicos estão entre os líderes na venda de medicamentos no Brasil.
De modo geral, quem sofre com dores de cabeça tem uma preferência, geralmente tomada em comum acordo com o médico, e só consome outra opção quando não tem alternativa. Quem só tem dor de vez em quando, por outro lado, não costuma escolher.
Mas afinal, qual a diferença entre Aspirina, Novalgina, Tylenol e Advil? Ou, para quem já tem familiaridade com os princípios ativos, entre ácido acetilsalicílico, dipirona, paracetamol e ibuprofeno?

Ácido acetilsalicílico (AAS)

Esses medicamentos, conhecidos como anti-inflamatórios não-esteroides, funcionam suprimindo a enzima prostaglandina. Ela é liberada por inflamações e, além de causar inchaço, intensifica o sinal elétrico dos nervos, o que por sua vez aumenta a sensação de dor.
O AAS funciona bloqueando os efeitos da prostaglandina. Sem a enzima que intensifica a dor, claro, você sente o alívio.
Além de dor de cabeça, o medicamento funciona para baixar a febre e diminuir o inchaço das inflamações.
Em doses excessivas, pode causar dores de estômago e dificuldades de coagulação sanguínea.

Dipirona sódica

Sem efeito anti-inflamatório, é usado como analgésico e anti-pírico (contra febre). Age também sobre a prostaglandina.
Proibida nos Estados e em alguns países europeus, como a Inglaterra e a Irlanda, entre outros, pode causar danos na produção de um tipo de glóbulos brancos do sangue, em decorrência de danos na medula óssea.

Paracetamol

Também usado contra dor de cabeça e febre, o paracetamol age no mesmo sentido de inibir o efeito da prostaglandina. No entanto, o medicamento não é um anti-inflamatório, apenas um analgésico.
O paracetamol pode danificar o fígado e os rins. Em função disso, não é recomendado para quem tem problemas nesses órgãos, nem quem tem alto consumo de bebidas alcóolicas.

Ibuprofeno

Assim como o AAS, é um anti-inflamatório não-esteroide. Por isso, além de dores de cabeça e febres, também funciona contra inflamações. Como os demais, age sobre a prostaglandina.
Os efeitos colaterais incluem dores de estômago e, no uso prolongado ou excessivo, agravamento de problemas estomacais como úlcera. Está associado, ainda, a problemas cardíacos e derrames.

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Dra. Daniela Dranka
Médica especialista em otorrinolaringologia pela Universidade Federal do Paraná., a Dra Daniela também realizou Estudo Epidemiológico Nacional de Fibromialgia pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

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Siga a bula

Independente de qual seja a sua escolha, lembre-se de seguir as recomendações de consumo (posologia) indicadas na bula do medicamento. Se você compra só a cartela avulsa, pode conferir as informações no bulário eletrônico do site da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
É importante, também, prestar atenção a sintomas prolongados e reações adversas. Na dúvida, não hesite, consulte um médico.

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