A importância da alimentação na infância

Passado o período da amamentação, com a entrada de alimentos pastosos, e posteriormente, sólidos, começam os dilemas da alimentação infantil. O seu pediatra certamente já deu as orientações corretas de como alimentar seu filho e quais alimentos oferecer, mas sabemos que a tarefa é árdua e gradual. 

É um mundo de paladares a serem explorados, gostos e sabores e texturas que seu bebê nunca viu ou provou, certo? Então, é aí que começa a educação alimentar. A escolha dos alimentos é essencial nessa tarefa, que exige muita paciência e criatividade na hora das refeições. Algumas dicas são simples mas muito eficazes, como estas orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria:

Meu filho não quer comer legumes ou verduras

Vamos partir do princípio que seu filho não conhece os alimentos ainda, portanto, é importante você apresentar opções saudáveis e tão naturais quanto possível. Evite alimentos com alto nível de açúcar e processados. Por mais que a ideia de oferecer um iogurte estilo petit-suisse seja tentadora, comece introduzindo alimentos diferentes e naturais, como frutas, legumes ou verduras.

Caso seu filho estranhe ou recuse, tente ofertar em diferentes momentos e em diferentes formatos. A cenoura pode ser crua e ralada, ou cozida e fatiada, por exemplo. Ao mesmo tempo, não reprima caso ele não queira comer em um primeiro momento, mas também evite substituir uma refeição saudável por doces, bolachas recheadas ou salgadinhos. Não quer a banana? Tente a maçã. Aos poucos o paladar dele se abrirá para diferentes possibilidades, de acordo com o incentivo a comerem de forma saudável.

Meu filho come muito!

Esse é outro ponto que merece atenção. Todos os pais querem ver seus filhos alimentados e satisfeitos com a refeição que recebem, mas as crianças também precisam desenvolver seus sentidos para perceber o momento em que a fome é saciada, ou seja, após receber o alimento.

Fique atento a este momento, principalmente quando a criança diz que não quer mais comer, por exemplo. Se você obriga seu filho a “terminar o que está no prato”, ele pode entender que seus sentimentos e saciedades em relação à comida são irrelevantes, o que pode gerar uma percepção de que a quantidade de comida ingerida não é a correta. 

Comida tem hora

Estabelecer uma rotina e um horário fixo para as refeições ajuda a relação das crianças com a alimentação. Café da manhã, almoço e jantar devem ser servidos e ofertados sempre na mesma faixa de horário. Se possível, faça as principais refeições do dia ao lado do seu filho, para que ele entenda e observe a sua relação com a comida e quais alimentos os pais também consomem. Lembre-se que você é o espelho. 

Evite que as refeições sejam servidas em frente à televisão ou no quarto, pois o momento em que todos se reúnem à mesa traz também uma lembrança positiva do hábito alimentar.

Gostou das dicas? Então continue acompanhando aqui no blog estas e outras orientações para que seu pequeno esteja sempre saudável!

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