Fazer endoscopia dói? Entenda como é e para quê serve o exame

Quem treme só de pensar em engolir um comprimido um pouco maior costuma ter um pouco de medo da endoscopia. Mas afinal, fazer esse exame dói?
Segundo especialistas, nem um pouco. O exame consiste em inserir um tubo de cerca de um centímetro de diâmetro a partir da boca até o estômago. Na ponta do endoscópio há câmera que permite à(ao) endoscopista observar possíveis doenças no tubo digestivo.

Anestesia ou sedação

Mas tudo isso começa com uma anestesia tópica. Ou seja, um spray que é colocado na garganta e impede que a sensação de dor.
É possível, no entanto, que se sinta algum desconforto. Afinal, dependendo da resistência de cada pessoa, as substâncias anestésicas podem ter um efeito um pouco menos forte.
Dependendo do local do exame, é possível também pedir que o procedimento seja feito sob sedação. Deste modo, a(o) paciente dorme durante o exame e não sente o incômodo na hora – embora possa sentir resquícios depois de acordar.

Imagens em alta

A endoscopia é o exame mais comum para diagnósticos do aparelho digestivo, segundo a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED). A câmera na ponto do tubo inserido tem alta resolução e permite verificar os órgãos por onde passa: esôfago, estômago, duodeno.
Quando a endoscopia é realizada para fins de diagnóstico, costuma ser um exame rápido, em torno de 15 minutos. O período pode ser mais longo se o procedimento incluir biópsia ou for usado para tratamento, por exemplo.

Sintomas e diagnósticos

A endoscopia é recomendada quando aparecem sintomas como azia, sensação de queimação, refluxo ou dificuldade de engolir. Dor ou náusea também podem precisar do exame para identificação do problema.
Entre outras, patologias como gastrite e úlcera (gástrica ou duodenal) podem ser diagnosticadas com a endoscopia. Hérnias e refluxos também entram nesta lista.
É possível, ainda, coletar material para biópsia durante o exame. Um pequeno pedaço do órgão com problemas é retirado e enviado para exame laboratorial.
Além identificar doenças, a endoscopia pode servir como método de tratamento. É o caso de algumas úlceras e hemorragias causadas por varizes no trato digestivo.

E a respiração?

Como o tubo entra pela boca, muitas pessoas temem não conseguir respirar durante o exame. Mas isso é apenas um mito.
O tubo passa da boca à faringe e depois ao esôfago. Na respiração, porém, o ar que entra pelo nariz passa vai para a laringe, depois traqueia e chega aos pulmões. Ou seja, nenhum bloqueio em função do procedimento.
Além disso, vale lembrar: a respiração é realizada em função de um movimento automático do diafragma. Desse modo, assim como quando se está dormindo, quando se está anestesiado ou sedado os pulmões continuam fazendo seu trabalho.

Comida, sim; direção, não

Mesmo que a anestesia seja tópica, ela costuma deixar a(o) paciente com o que se chama de ausências episódicas. Ou seja, além de não se lembrar do exame, é possível que a pessoa não se lembre de momentos posteriores.
Por isso, para realizar a endoscopia, é preciso levar acompanhante. E, claro, não se pode dirigir até se estar plenamente restabelecido. Em geral, o efeito passa em torno de meia hora a uma hora.
A alimentação, por outro lado, está liberada. Inclusive, é recomendado que assim que o incômodo na garganta passe e já haja facilidade na deglutição (ato de engolir), a(o) paciente se alimente, já que o preparo para o exame exige jejum.
No caso de pacientes mais sensíveis, pode haver dor abdominal após o exame. Isso ocorre porque se injeta ar no estômago, para melhor a visualização com a câmera. Também por isso, algumas pessoas relatam sensação de “barriga cheia”.

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