Parto normal x cesárea: saiba qual é a melhor opção para a mãe e o bebê

O parto é um momento único na vida de uma mulher. E por isso deve ocorrer da melhor forma possível, respeitando sempre a vontade da mãe. O ideal é que o parto seja o mais humanizado possível, buscando sempre o bem-estar da mãe e do bebê.
 
Para que o momento seja como você sempre sonhou, procure uma médica ou um médico que se alinhe com as suas ideias. Além disso, tire todas as suas dúvidas, até se sentir segura. O importante é que você encontre um(a)  especialista que faça o parto que você quer, seja normal ou cesárea.

Parto normal

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não titubeia ao ressaltar: o melhor parto para a mãe e para o bebê é o natural. Como o próprio nome já diz, o procedimento não tem interferências cirúrgicas e deve ocorrer no tempo do bebê e da mãe.
O parto normal é algo que o corpo da mulher está preparado para fazer. Além disso, quem decide o momento em que vai ocorrer é o próprio bebê.
A passagem do bebê pelo canal vaginal é muito importante para a saúde da criança, pois é nesse “caminho” que ela prepara o pulmão para o ambiente externo. É no canal, também, que a bebê ou o bebê entra em contato com bactérias, o que diminui a chance de algumas doenças aparecerem na vida adulta, como diabetes e asma.
Melhor para a saúde do bebê, o parto normal também é melhor para a mãe. Logo que dá à luz, a mulher já pode ter a filha ou o filho nos braços para amamentar. Além disso, na recuperação, a mãe não costuma sentir dores após o parto normal e pode fazer tudo normalmente, sem restrições.

Cesariana

Em alguns casos, no entanto, a gravidez pode ter riscos, e a cesárea é mais indicada. O procedimento exige que a mulher fique pelo menos 48 horas no hospital. Adicionalmente, é preciso tomar alguns medicamentos.
Ao contrário do que muitos pensam, a cesárea também dói. Mesmo com a alta médica, a mãe normalmente sente dores por alguns dias devido à cirurgia, que é considerada de grande porte. Essa dor no pós operatório às vezes leva a dificuldades na amamentação e nos cuidados com o bebê.
Esse procedimento revolucionou a área da obstetrícia ao ajudar a trazer ao mundo bebês que passam por algum problema. Contudo, o que era para apenas ajudar e ser usado em momentos de necessidade, tornou-se a principal opção de alguns médicos.
A cesárea é considerada pela OMS uma “epidemia” no Brasil. Isso porque 41,9% dos partos na rede pública brasileira são cesáreas, segundo dados de 2017 do Ministério da Saúde. Já no setor privado, o número pode chegar a 90%.

Riscos da cesárea

Por ser um procedimento cirúrgico, a cesariana oferece mais riscos à mãe. Um dos problemas mais comuns, por exemplo, tem relação com a anestesia. A substância pode causar choque anafilático, queda brusca de pressão e aspiração de comida para o pulmão.
Também é possível que ocorra a chamada atonia uterina, quando o útero não consegue se contrair a ponto de estancar o sangramento. Hemorragias e embolias (pulmonar ou amniótica) fazem parte da lista de complicações.
Outros problemas incluem infecções – principalmente nas mulheres que já têm alguma doença –, trombose e aderências de alças intestinais e bexiga no útero. Além disso, é possível ocorrer má-cicatrização e formação de quelóides na área do corte.

Quando a cesárea é indicada

Diferente do que muitos pensam, a cesariana também pode ser feita de forma humanizada, quando respeitada a decisão da mãe e em casos de necessidade. Entre as situações mais comuns que levam ao parto cirúrgico estão:

  • Placenta prévia: é a implantação da placenta na porção mais baixa da cavidade uterina;
  • Placenta acreta: quando a placenta se implanta e adere ao músculo uterino, impedindo sua separação do útero no pós-parto;
  • Feto pélvico: quando o bebê está sentado, o que pode ser verificado a partir da 36ª semana. O Ministério da Saúde recomenda realizar um procedimento chamado Versão Cefálica Externa, e só caso não haja resultado é que a cesárea deve ser realizada. Por outro lado, a decisão é da mãe, já que é possível fazer um parto normal assim.
  • Mãe infectada pelo vírus HIV: nesse caso, a cirurgia deve ser realizada na 38ª semana, para evitar ruptura prematura de membranas;
  • Mãe está infectada com o vírus da herpes.

 
 
 

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