Problemas de coração: primeiros socorros feitos em casa ajudam a reduzir mortalidade

Do total de atendimentos cardiovasculares realizados no Brasil, 82,2% são de urgência, de acordo com uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Esses casos de emergência aumentam, em média, quatro vezes a taxa de mortalidade.

A sobrevivência do paciente está diretamente relacionada aos primeiros socorros. Quando há suspeita de parada cardíaca, especialistas indicam iniciar as manobras de ressuscitação imediatamente.

“São 10 minutos entre a vida e a morte. Uma pessoa com parada cardíaca, a cada minuto sem atendimento, perde 10% de chance de sobreviver”, explica o  coordenador do Centro de Treinamento em Emergências Cardiovasculares da SBC, Sergio Timerman, em entrevista à Agência Brasil.

A doença mais fatal do Brasil

A doença é a que mais mata no Brasil, registrando 360 mil mortes por ano. As vítimas, em sua maioria, são homens acima dos 60 anos. De acordo com o levantamento da SBC, houve 1.130.692 internações por doenças cardiovasculares no ano passado, das quais 929.528 foram de urgência.

Das vítimas, menos de 2% chegam com vida aos hospitais. A maioria morre no caminho do hospital ou até mesmo em casa. Para evitar a mortalidade, é preciso investir em prevenção cardiovascular e também ampliar o número de pessoas leigas que conheçam manobras de ressuscitação, aconselha a SBC.

Primeiros-socorros

O atendimento rápido é o que define as chances de sobrevivência de um paciente com parada cardíaca. Antes de tudo, deve-se ligar para o número 192, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Em seguida, a recomendação é iniciar a massagem cardíaca.

Como fazer a massagem cardíaca?

  • Deite a vítima no chão, com a barriga para cima;
  • Levante ligeiramente o queixo do paciente, facilitando a respiração;
  • Apoie as mãos, uma sobre a outra, no peito da vítima, entre os mamilos, em cima do coração;
  • Faça duas compressões por segundo até que o coração da vítima volte a bater sozinho, ou até a chegada da ambulância.

Causas

As doenças do coração geralmente evoluem de forma silenciosa e são causadas por outros problemas de saúde. Na maioria das vezes, por fatores de risco como colesterol elevado, pressão alta, obesidade e diabetes. Além disso, o sedentarismo e o tabagismo também influenciam.

Muitas vezes, quando a doença é descoberta, já está em estado avançado. O tratamento é feito por medicamentos de uso diário e, dependendo do caso, com cirurgias como angioplastia ou ponte de safena.

Como prevenir

Como diz o ditado, “é melhor prevenir do que remediar”. Confira dicas para evitar doenças cardiovasculares.

Faça exercícios

A prática de exercícios reduz em cerca de 14% o risco de infarto. O ideal é que a atividade seja praticada, no mínimo, três vezes por semana, por pelo menos 30 minutos.

Alimentação saudável

Tenha uma alimentação equilibrada. Consuma verduras, frutas, legumes, proteínas e cereais. Além disso, evite o excesso de sal (que não deve ultrapassar 2g por dia), açúcares e gorduras saturadas.

É importante lembrar, é claro, da água. O ideal é consumir no mínimo dois litros de água por dia.

Não fume

Fumar aumenta em cerca de 30% o risco de ataque cardíaco. Isso porque a nicotina e o monóxido de carbono do tabaco prejudicam o sistema cardiovascular.

Relaxe

O estresse aumenta em 60% o risco de infarto. Para reduzir a tensão e o esgotamento, pratique atividade física regularmente, faça meditação e exercícios de respiração. O sono também é essencial. Tente dormir pelo menos sete horas e reserve um tempo para descanso ao longo do seu dia.

Consulte um médico regularmente

O indicado é realizar a primeira visita ao cardiologista aos 15 anos. Quem não apresentar fatores de riscos, pode realizar as próximas consultas a cada cinco anos, até os 30 anos de idade. A partir daí, a recomendação é consultar anualmente.

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