Projeto propõe “Semana do Arroz e Feijão” para incentivar consumo no Brasil

Arroz e feijão são as comidas que nós, brasileiras e brasileiros, mais comemos, certo? Talvez não tanto. O feijão com arroz está perdendo espaço na dieta nacional, segundo o Conselho Brasileiro do Feijão e Pulses (CBFP) e a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz).

Isso porque, cada vez mais, as pessoas estão optando por comidas de preparo rápido – o que inclui, mas não se limita a, fast food. Para conscientizar a população e tentar manter os grãos nutritivos no dia-a-dia das pessoas, a Abiarroz e o CBPF propõem a criação da Semana Nacional do Feijão e Arroz.

Culpa da correria

“Com a entrada de fast food e comidas rápidas, o hábito do brasileiro deixou de ser tanto o arroz e feijão, sendo que a cultura do arroz e feijão é a mais nutritiva e a mais saudável“, resume o engenheiro agrônomo Tiago Stefanello, presidente do CBFP, em entrevista ao Brasil Rural.

Segundo o Stefanello, a correria do dia a dia seria uma das grandes culpadas na mudança de dieta brasileira. Não é que não há mais espaço para arroz e feijão em nossas mesas.

“Não é que a população esquece, mas muitas vezes se faz a opção por alimentos de preparo mais rápido”, indica. “O aumento do consumo de arroz e feijão, que são fundamentais na cesta básica, [também é] para que as gerações que venham não fiquem só reféns dessas comidas, que muitas vezes fazem mal”, defende Stefanello.

A ideia é incluir na dieta, além do arroz e do feijão, os pulses. “Pulses” são outros grãos, em especial os secos, como grão de bico, ervilha, lentilha.

Produtores incluídos

Os objetivos da Semana do Arroz e Feijão também inclui os produtores. A intenção é desenvolver a produção desses grãos no país.

O projeto de lei nº 10.867 foi protocolado em outubro na Câmara dos Deputados. A intenção é buscar a aprovação para que, já em 2019, a Semana Nacional do Feijão e Arroz saia do papel. “Como é uma pauta positiva, a gente acredita que é importante que o projeto seja sancionado e nós já determinemos a partir do ano que vem uma data específica para a semana”, conclui o presidente da CBFP.

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