Psicoterapia pode ser realizada 100% online; conheça as regras

A psicoterapia, ou simplesmente terapia, já pode ser realizada 100% online. Seguindo a tendência do comércio e de outros setores de serviços, o cuidado com a saúde mental leva para o ambiente da internet o atendimento que antes só era realizado no consultório.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) implementou a resolução 11/2018, que altera algumas regras do atendimento virtual e permite que todo o tratamento seja feito totalmente online. A norma entrou em vigor em novembro.

O documento indica que a(o) psicóloga(o) pode escolher o melhor meio tecnológico para realizar o atendimento. No entanto, a plataforma virtual deve garantir o sigilo total da consulta, como também ocorre no consultório físico.

A norma do CFP, que substitui a resolução 11/2012, ressalta que o muda é apenas a forma como a consulta será realizada – online ou presencial. Não foram alteradas as técnicas psicológicas empregadas para cada tipo de transtorno.
Confira algumas das mudanças.

Número de sessões

A resolução de 2012, que foi revogada, permitia no máximo 20 encontros virtuais. A nova regra, no entanto, não limita mais o número de sessões. Antes, o atendimento psicoterapêutico virtual só era permitido apenas em caráter experimental. A nova norma derruba essa restrição.

Crianças e adolescentes

O atendimento de crianças e adolescentes só será realizado de forma virtual com o consentimento de ao menos um dos responsáveis. Ainda assim, o atendimento online começa apenas após o paciente realizar uma avaliação técnica.

Exceções

Pessoas e grupos em situação de urgência e emergência devem ser atendidas em consultas presenciais e não de forma virtual.
A norma também veda o atendimento virtual de pessoas que tiveram seus direitos violados ou que foram vítimas de violência.

Plataforma

Com a norma de 2012, o atendimento virtual só podia ser realizado através do cadastro em um site. Contudo, com a nova regra, o site não é mais exigido.

Agora, é a(o) psicóloga(o) que define a melhor plataforma online para realizar as consultas. O que continua valendo, tanto para o atendimento virtual quanto para o presencial é que a tecnologia adotada deve guardar o sigilo da consulta.

A escolha da plataforma ainda deve levar em conta a legislação e os parâmetros éticos da profissão. Ambos devem ser respeitados nos ambientes físico e virtual.

Técnicas

O Conselho Federal de Psicologia ressalta que o que muda com a resolução é a forma de prestação do serviço, que agora pode ocorrer integralmente de maneira online ou presencial, ou combinando as duas opções.

As técnicas utilizadas para atender o paciente seguem as mesmas. Elas dizem respeito, por exemplo, a tratamentos já aprovados (ou não) pelo CFP, bem como por órgãos internacionais de saúde mental.

Fiscalização

Assim como demais serviços que hoje em dia podem ser prestados online, o atendimento psicoterapêutico continua sujeito às normas do conselho da classe. E mais do que isso: a supervisão dos profissionais foi ampliada com a nova resolução.

Se antes apenas psicólogos podiam fiscalizar os colegas, agora qualquer um pode, e deve, fazê-lo. Para evitar fraudes e a venda ilegal do serviço, o CFP incentiva o paciente a apenas se consultar com profissionais que tenham o cadastro em dia e ativo nos conselhos regionais.

Para saber se a terapeuta ou o terapeuta está em dia com os compromissos da classe, o indicado é consultar o site do CFP do estado de atuação. O site do conselho federal também tem essa informação, na guia “Serviços”.

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