Usar óculos escuros prejudica a visão?

Eles são usados para proteger contra os raios ultravioletas ou simplesmente como acessório. Mas o que muita gente não sabe, é que os óculos escuros também podem prejudicar a visão.

Às vezes, a questão estética acaba levando a melhor e a escolha dos óculos escuros começa pela beleza, em vez de pela funcionalidade. Mais do que aparência ou marca, no entanto, é preciso prestar atenção aos aspectos técnicos dos óculos escuros, em especial das lentes.

Proteção UVA e UVB

Lentes com filtro UV são capazes de bloquear entre 99% e 100% dos raios UVA e UVB. Entretanto, quando não possuem essa proteção, os óculos de sol se tornam verdadeiros vilões para os olhos.

Óculos escuros “pirata”, que não possuem fator de proteção, ainda correspondem a quase 30% das vendas do setor no país, de acordo com a Associação Brasileira de Indústria Óptica. Geralmente vendidos em camelôs ou em comércios informais, e por um preço via de regra mais baixo, esses acessórios não protegem contra os raios do sol que prejudicam a visão.

Óculos sem filtro UVA e UVB oferecem uma falsa sensação de proteção. Eles diminuem a passagem de luz pelas lentes, permitindo que se consiga abrir os olhos ao estar exposto ao sol. No entanto, isso obriga a pupila a se dilatar, deixando que mais raios UV sejam absorvidos – e é aí que mora o perigo.

Agravamento de doenças oculares

Segundo especialistas, a exposição excessiva aos raios solares causada pela falta de proteção pode agravar doenças oculares.

Além disso, o excesso de exposição pode levar ao aparecimento de doenças. Entre as patologias que podem ser desenvolvidas estão: câncer de pele e da conjuntiva, pinguécula, inflamação da córnea (ceratite), catarata (opacificação do cristalino), queimadura da retina (retinopatia solar ) e degeneração macular.

Por isso, é preciso ficar atento a qualquer indício de anormalidade nos olhos. Ressecamento ou lacrimejar em excesso, vermelhidão, secreção ou inchaço nas pálpebras são sinais de que algo não vai bem com sua saúde ocular. Para garantir que os problemas sejam percebidos e tratados precocemente, recomenda-se procurar um(a) oftalmologista sempre que persistirem os sintomas.

Cor da lente também faz a diferença

Além do fator de proteção, outra característica que deve ser levada em consideração no momento da escolha dos óculos de sol é a cor da lente. Isso porque cada tonalidade desempenha um papel diferente, principalmente quando se trata de conforto da visão.

  • Marrom: ideal para dirigir, pois dá mais nitidez em relação a contraste e profundidade;
  • Verde: recomendada para idosos, pois oferece uma melhor visão de contraste em ambientes de pouca luz e suaviza as tonalidades;
  • Púrpura: indicada para quem vai ficar no mar ou na mata, pois realça o contraste do azul e do verde;
  • Amarela: realça a visão noturna e aumenta a percepção de profundidade em condições nubladas, obscuras ou nevoeiro
    Preta: recomendada para quem fez uma cirurgia ocular, principalmente de catarata, e que precisa proteger a visão da luminosidade;
  • Cinza: oferece uma visão mais natural das cores e reduz a intensidade da luz sem alterar a cor dos objetos, por isso é ideal para quando está escurecendo.

Ou seja, não adianta só escolher os óculos escuros em função de qual lente fica melhor com seu estilo ou seu rosto. Como as funções das cores são diferentes, inclusive, o ideal é, sempre que possível, ter mais de um óculos de sol, mais apropriados para cada atividade.

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